Posfácio

Uma amizade que nasceu pelo WhatsApp

Nunca encontrei Adamor do Bandolim pessoalmente. Nossa história começou de outra forma — pelo WhatsApp, em conversas que nasceram depois que o choro foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, em fevereiro de 2024.

Foi esse reconhecimento histórico que nos aproximou. Dois músicos de choro, um no Pará e outro no Acre, que até então se conheciam só de nome. Das nossas trocas — duas, três vezes por semana, até hoje — nasceu a ideia do Instituto Choro da Amazônia. O ICA surgiu dessas conversas virtuais, dessa cumplicidade à distância.

Em 2010, quando o SESC realizou o projeto Amazônia das Artes e Adamor esteve em Rio Branco, eu estava às voltas com outra batalha: como presidente da COMAC — Cooperativa de Músicos do Acre — organizando o primeiro e único Seminário de Cooperativismo Musical do Brasil. Não deu nem para ver o show dele.

O destino quis que nos encontrássemos de outra forma, anos depois, numa pandemia que transformou o mundo em tela — e que nos deu tempo para conversar sobre choro, Amazônia e o que ainda estava por fazer.

Este livro é o mínimo que a história deve a Adamor Lobato Ribeiro. A Parte 2, com as partituras, está por vir. Mas a vida já está aqui — e uma vida como essa merecia ser escrita.

Tony do Bandolim

Rio Branco, Acre, 2026

Do Igarapé do Limão para o Mundo Posfácio
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